Jun 23, 2008

Ausência por motivo nobre

Estarei nos próximos dias organizando uma festinha de aniversário. Terá bolo bem casado (gente, fingers crossed!), brigadeiros, mousse de maracujá, goiabada, pão de queijo e sanduba de metro. Tudo bem devidamente acompanhado de refris, água, caipirinhas, ops, caipiroscas!

E isso também envolve muitas idas a diferentes supermercados (não, aqui não existe uma "Palácio dos Enfeites" e as comidas são vendidas em 5 lugares diferentes), preparativos, fôlego de bexiga, limpeza, minha busca pelas mini-colheres, pelos pratinhos, som, então já justifico antecipadamente a ausência.

Mas prometo fotos depois, tá? Enquanto isso, fica aí a imagem que usei para a invitation. Cutchi cutchi, né?

Jun 20, 2008

Emburramento Portuguesiano

Um dia estávamos com um grupo de amigos brasileiros conversando sobre o que acontece com a gente aqui. É um efeito que acho que atinge a todos que começam a morar em um lugar e a falar uma outra língua com freqüência. Quando você menos percebe, não fala mais bá-nã-na, mas sim bê-né-ná. Começa a usar palavras em inglês com o próprio marido, não por querer treinar, mas simplesmente porque é a primeira que vem a sua mente, a fim de evitar aquele momento "aaahn" pensando na tradução.

E essas coisas começam a se expandir. Com esses amigos, começamos a falar sobre o pagamento do rent, pontos de meeting na library, sobre o binder que precisamos comprar na bookstore, sobre o chicken do almoço, sobre os payments de bills e assim vai.

E aí, um deles me falou a seguinte teoria: "Acho que vamos acabar mudos. A gente não aprende o inglês no mesmo ritmo que perde o português."

As coisas foram piorando, até o dia em que eu falei para minha mãe:

"Nem os apresentei, eles se introduziram uns aos outros."

E não percebi o que tinha falado. Só quando minha mãe repetiu a frase hedionda eu me dei conta de onde estou chegando.

Aí, depois de uma dúvida sobre o spelling de uma palavra eu percebi que meu nível de ignorância em relação ao português começou a atingir níveis alarmantes e tomei uma providência: entrei no site do Submarino e comprei dois livros em português. Por incrível que pareça, gastei R$30 em livros e R$70 em shipping (ops, entrega), mas ainda saía mais barato do que usar a Amazon.

I hope it works.

Jun 19, 2008

Saudade exponencial

Ai.

Como de costume, eu ligo o computador e dou uma olhadinha no blog da Luciana de manhã. E o texto que leio é... Lindo [O que estão falando por aí]. Eu adoro São Paulo, sempre gostei e nunca escondi isso (interioranos de plantão que o digam). Mas o legal foi alguém de fora dizer isso. Claro que Sampa que ele gostou não há quem não goste (hotel Fasano, Gero e Cristallo?!), e muitos que não conhecem, mas no mundo americanet em que vivo todo mundo pergunta do Rio, da Bahia e da Amazônia, dos índios fora da civilização, quando eu não tenho que ouvir um senhor me perguntando:

"São Paulo? Do you live in the jungle?" OMG.

E aí, mais tarde eu recebo esta foto da Kitty, minha amiga fashion que está trabalhando no SPFW.


Não entendeu? Gente, que cidade é essa em que há um evento desses, onde as pessoas conseguem se preocupar com tão pequeninos detalhes que conectam tantas outras pessoas? E como pode numa cidade tão gigantesca que engole os seus habitantes num trânsito caótico também ter pequenas coincidências como essas?

Ainda não entendeu? Minha mãe fez parte do grupo de "origamistas" que fez essas sakuras (flores de cerejeira) e ipês. Pois é! Qual a chance desse tipo de coisa acontecer? Em se tratando de São Paulo, diria que muito, muito alta.

E aí, o dia foi passando e liguei para meus avós. Conversa vai, conversa vem, chegamos no príncipe. Sim, o japonês. E todo o evento. E todos os festivais, e a comida, e as festas, e o Anhembi, e as seções de R$4 de cinema japonês e os encontros em comemoração à Imigração.


Que eu perdi.

Não entendeu meu post? Tudo bem, nem eu. Acho que a saudade + nostalgia japonesa estão me deixando com uns parafusos a menos.

Jun 16, 2008

Berkeley II

Acho que eu já falei aqui sobre Berkeley. Faz bastante tempo, nem me lembro se a Gi já tinha chegado lá. Ah, sim, Gi = amiga de faculdade e moramos juntas em Campinas.

Feitos os devidos esclarecimentos, volto às minhas aventuras em Berkeley. E já deixo bem claro que não recebo nenhum incentivo financeiro ou gastronômico pelas referências que faço. Mas bem que podia, né?

Bom, tem um francês que eu adoro chamado Gregoire. Restaurante, gente. Ou melhor, não sei se posso chamá-lo de restaurante. O lugar tem um balcão com 2 bancos. Do lado de fora, há duas mesinhas, em cada um cabem mais ou menos 3 pessoas. E o que esse lugar tem de mais? O cardápio muda todo mês, eu sempre chego lá na esperança de pedir o que comi no mês anterior, e eles semprem me surpreendem. E claro, nunca vá lá sem comer as batatas puffs. É um purê de batata frito, com um salzinho na medida certa. Todos os pratos são feitos na hora, fresquinhos, orgânicos e muito saborosos.


A segunda dica se chama Love at First Bite. O lugar vende cupcakes. Só. Tem de tudo, chocolate, raspberry, mas meu favorito é o de chá verde. Uma surpresa divina! Mas para os mais tradicionais, os variados chocolates também foram aprovados.


Pausa na gastronomia, além do campus, a cidade é bonita. Uma caminhada pela 4th Street, pelo jardim de rosas e pelas ruazinhas para observar as pessoas mais loucas, esquisitas e que falam sozinhas é imperdível.


E aí, depois de digerir o almoço, uma parada numa sorveteria chamada Ici. Sorvete de Pistache com Rosas. Açafrão com chocolate. De Hochata (uma bebida mexicana), de Lavanda, Casca de Laranja... Nham! E tudo, como deveria ser em Berkeley, orgânico, feito no local por locais.


E o que achei lá??
Siiiiim! Forno de Minas e Guaraná! Há uma lojinha de produtos brasileiros que vende de tudo. Me senti num mercadinho de interiorzão, pequenininho, com Toddy, Amandita, Farofa, Maguary e Dadinho.

Jun 15, 2008

Graduated (again)

Hoje tivemos a última formatura do Felipe. Como a Law School é a única instituição de Stanford que ainda funciona em semestres (todo o resto tem trimestres) tivemos aquela formatura de alguns posts atrás e hoje fomos a formatura de todos os alunos da universidade.

Foi super bonita, ao ar livre, dentro do estádio com somente 25mil pessoas + carros e um detalhe: Hoje é o dia dos pais aqui nos Estados Unidos. Caos total. Pessoas escandalosas, orgulhosas e felizes. Pessoas vestidas em copos de Starbucks, despidas, tomando sol de bikini, de chapéu de cowboy, de fantasia de ônibus amarelo e outras que provavelmente faziam sentido para os formandos, mas que eu realmente não entendi.

E com um detalhe: Oprah. Pois é! Aparentemente ela é madrinha de uma das formandas e foi convidada para fazer o discurso. Há alguns anos foi o Steve Jobs, o super duper da Apple. Qual eu preferia ouvir durante um domingo de manhã ensolarado? Hum... deixa pra lá. Mas foi divertido, principalmente porque grande parte do discurso dela foi baseado na não importância de uma faculdade para o sucesso de uma carreira. Sim, na formatura! Hein?

;)

Jun 10, 2008

Verão na California

Precisa de algo mais? Agradável para dormir, solzão para o dia que dura até 8:30pm e nenhuminhazinha nuvem no céu. Ah, sim, piscina olímpica aberta das 6 às 8pm. Free.

Jun 5, 2008

Dia do meio ambiente

Confesso que eu nunca me dei muito ao trabalho de reciclar as coisas quando estava no Brasil. Coleta seletiva não existia em nenhum dos prédios em que eu morava, fosse em Campinas, fosse em São Paulo. E meu máximo de esforço era levar os recicláveis acumulados - jornais e latas - ao Pão de Açúcar.

O que será que aconteceu comigo aqui, que agora lavo latinhas e potes de Yakult e os deixo secando para reciclar? Que vou a farmácia que recicla saquinhos plásticos, ando com sacolas reutilizáveis no carro e até uma sacola que se auto embrulha na minha bolsa para não usar mais saquinhos e sacolinhas? E o mais interessante, por que essa consciência ambiental que chega a atormentar os outros conquistou a mim e a [Luciana] ao mesmo tempo?

Não sei, mas fico com a impressão de que a gente se sente mal de não fazer quando os outros fazem, do mesmo jeito que a gente se sente besta de fazer quando se é o único, pois nos dois lugares já somos bem informados sobre toda a questão ambiental. E acho que foi isso que mudou em mim, saí do lugar em que eu era uma formiga numa colméia e achei o meu formigueiro, onde todas as pessoas - ou pelo menos a grande maioria - se esforçam pela mesma causa e sabe que cada um tem uma função importante.

E acho que eu nunca mais serei capaz de misturar os lixos e achar isso normal. E qual a minha sugestão, venham todos passar umas semaninhas na gringa que resolvemos o problema do mundo? Infelizmente meu sofá não comporta tanta gente. Mas quem sabe a gente não consegue aos poucos melhorar o que vem pela frente. Pelo menos foi isso que pensei quando assisti ao vídeo sobre o Dia do Meio Ambiente do Jornal Hoje. [Clique aqui] para ver.

Jun 2, 2008

You know you're Brazilian when...

Essa frase do título é muito comum entre os por-livre-e-espontânea-vontade despatriados. Hoje eu estava dando uma olhada no meu [Facebook], o orkut do resto do mundo, quando achei essa "Comunidade", em que há diversos motivos porque você seria brasileiro. Aqui vão alguns exemplos:

- You think American bathing suits are enormous.
- You can name at least 30 novelas and 10000 actors/actresses.
- BBQ means steak, sausage, chicken wings, pork, rice, farofa, molho and beer.
- You travel to Brazil and instead of taking a suitcase with all your stuff, you take presents for the entire family, the dog, the neighbor, not to mention the old/used clothes that you take just in case someone needs it.
- You understand & speak Spanish, but when you say a word in Portuguese no one understands you.
- Everyone thinks you're everything but Brazilian.
- You love
coração de frango.

E aí hoje eu eu percebi a triste versão dessa frase.

Eu estava saindo do cinema com a Moira, andando pelo estacionamento em busca do carro perdido, quando duas velhinhas vieram na nossa direção. Bem bem bem velhinhas, algo que eu diria a filha de 75 e a mãe de 95.

"Eu perdi o meu carro, você poderia nos dar uma carona para achá-lo?"

E quase todos os meus primeiros pensamentos nos milésimos de segundo que passaram foram sobre onde estaria a pessoa escondida que faz parte da gangue das velhinhas, o que elas fariam comigo depois de entrarem no carro, ou mesmo o que aconteceria enquanto elas estivessem entrando no carro.

Sim, you know you're Brazilian when this S**T happens.

E qual o final da história? A Moira perguntou como seria o carro delas. Eu perguntei se o carro tinha alarme, ela me entregou a chave do carro, levantei o braço e avistei a luzinha piscando. "É azul?" Sim, ali estava o carro delas, a 20 metros de nós.

E eu sai de lá chateada, triste, revoltada e com remorso de ter se quer pensado na gangue das velhinhas. E que na verdade eu poderia ter saído correndo com o carro delas.

May 28, 2008

You dropped this...

Hoje vi um comercial bonitinho. E olha que é difícil conseguirem chamar a minha atenção. O mais comum é: "ah, essa música é desse comercial?" Pois eu adoro música, mas dependesse de assistí-los...

May 27, 2008

O post que faltou

Depois de voltar do Japão, eu esqueci de contar sobre a experiência do Onsen.

Primeiro, o que é um Onsen? A tradução para o inglês que eu achei é "hot springs". Como não poderia ser, numa terra que há tanto terremoto e placas tectônicas indo e vindo, também há muitas termas famosas. E o onsen é essa terma, com um detalhe a mais. Ou talvez, com uma falta de detalhe a mais. Mas vamos aos poucos.


Decidimos deixar o Onsen para o último dia, antes de um vôo diurno de 8h30, e também depois de toda a pauleira que foi a nossa viagem. Não queríamos nada cheio de turistas, então pedi indicações para minha amiga de Tokyo e escolhemos um em Yokohama (30min de Tokyo) cujo site eu nem conseguia ler, pois não havia versão em inglês. É esse mesmo!

Com uma lista de etiqueta de "dos-&-donts" passada também pela minha amiga, fomos. E qual a primeira regra da lista:

"Yes, you do go naked."

Isso me deixou um pouco... não diria apreensiva nem preocupada, mas aflita. Chegando lá, felizmente havia um papelzinho mixuruca com os procedimentos em inglês. A primeira coisa: tire seu sapato. A segunda: vá para a "ala" do seu sexo. E a terceira? Fique pelado, ué! E tome um banho.

O mais impressionante é que eu nunca achei que seria tão normal. Havia amigas passando um sábado à tarde relaxante. Velhinhas indo tirar umas dorzinhas das costas. Famílias (avós, mães e filhas) todas juntas, conversando. Sim, todas peladas, mas sem vergonha nenhuma. E no bom sentido. E também - registros do Felipe - na ala masculina havia menininhas (menores de 8 anos) com seus pais, que provavelmentr tabalham durante a semana e tem o sábado para ficar com seus filhos. Sem nenhum constrangimento.

Depois disso, você se veste com um yukatá (um kimono-roupão) e pode sair da ala exclusiva e encontrar os outros seres do mundo. Há 6 andares, incluindo uma playland (de onde veio a foto de nós de kimono), restaurante, relax floor (com 8 tipos de massagens e salas com poltronas para um cochilo) e o último andar com uma piscina para um Onsen para os pés e o Doctor Fish.

Sim, eu escrevi direito, Doctor Fish. O que é? A coisa mais doida que eles poderiam inventar: são peixinhos famintos pela pele morta dos seus pés. Igous? Que nada! Super divertido! No começo eu tive faniquitos de cosquinha, mas depois você acostuma e parece um formigamento fraquinho. O máximo! E eles são engraçadinhos, tentam se enfiar embaixo do se pé pelo espaço que há nas laterais, mesmo que vc não queira... E também entre os dedos, aaaah!


(esse pé peludo eu achei na internet, ok?)

E a pergunta que não quer calar: e os japas e as japas?

Bom, as japas me surpreenderam. Tem de tudo, magra, gorda, alta, baixinha e até peitudas e tatuadas. E os japas? Eu não sei, perguntem pro Felipe...

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o complemento que eu esqueci

E depois do super banho? Bom, tem uma ala super grande de chuveiros com shampoo, condicionador, sabonete da melhor qualidade. Tem também penteadeiras para todos, com cadeira confortável, secador de cabelo, bablyliss e 5 tipos de cremes. E para complementar, uma estação de maquiagens, onde você compra numa vending machine um kit de pincéis descartáveis (a vending também vende calcinha, meia calça e outros acessórios que podem ter sido esquecidos).

May 23, 2008

2.4 em Palo Alto

Esse post é dedicado a paparicar o maridão que eu tenho. E só quem o conhece vai entender o porquê da minha tão amada descrição do dia de hoje. Mas começando do começo...

Eu tinha desistido de fazer uma festinha de aniversário, pois dos amigos que não voltaram para o Chile, Noruega, Bahia e outros cantos do mundo, os que estão por aqui estão estudando que nem doidos, seja em Berkeley, San Francisco, para o Barbri* e etc. As poucas pessoas que sobraram têm como "significant other**" um estudioso. Então acabei desistindo, pois sabia que mesmo um jantarzinho ia ser um impacto significativo nessas horas tão nerds.

Aí o Fê entrou em ação: espero que vcs estejam sentados... E com uma cadeira firme. Sim, ele cozinhou para mim!! Foi atrás de receitas (Yey Jamie Oliver e seu livro [I'll make you a better cook]!) e, com uma ajudante, ao supermercado comprar os ingredientes.

Claro que foi muita ingenuidade da minha parte achar que alguém que quase "queima água de chá" - palavras da minha sogra - iria se aventurar na cozinha sem pequenos problemas, mas preciso dizer que tudo ficou M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!



Legenda:
1- Entrada de queijo de cabra crocante
2- Risoto de tomates com ricota e salmão com pine nuts assado

E a sobremesa? Bom, aí que entra a minha parte!


Panna Cotta!!

Minha professora de italiano achou uma receita pra mim (não que o google não fizesse isso também, mas é um belo jeito de se aprender uma língua), pois esse é um doce de longa história entre os Camara-Valentes e nossas aventuras pela Itália! E bem acompanhado de uma geléia caseira de blackberry. Nham...

(*) Barbri = o cursinho que sequestrou todos os significant others das pessoas durante 14 horas diárias. Acaba 30/julho.
(**) Significant other: definição politicamente correta (e nóia americana) dada a qualquer casal, livre de opção, registros e estado civil.

May 20, 2008

Fotos do Japão

O slideshow com as fotos estava ali no cantinho direito do blog. Se quiser rever as fotos, me mande um email que enviarei o link.

May 19, 2008

back... in one piece

Voltamos. Depois de um fuso doido que fez com que saíssemos as 4pm do dia 19 de Tokyo e retornássemos às 9am do mesmo dia, chegamos. Olha, posso dizer que nosso vôo foi digno de United 93, um pesadelo. Vôo diurno, com cara esquisito ao lado que não levantou o vôo inteiro - como se aguenta 8h30 sem xixi? - aeromoças grossas e atrapalhadas, livro ruim, filme sem áudio, frango com curry (eu gosto de curry, mas aquiiiiilo, não) e batata murcha congelada de café da manhã.

Ufa, back to Palo Alto... e as fotos vem daqui a pouco!

May 16, 2008

Dicionário japonês

Aproveitando o embalo do post anterior, ficam aqui algumas palavras essenciais para a nossa viagem:

- Sutchi banku = Citibank
- sakê sêtô = conjunto para sakê
- McEbi = sanduíche do Mc de camarão
- bãssu = bus
- fôruku to náifu = fork and knife
- macha = chá verde que está em absolutamente todos os cantos. Tem até macha-latte no Stabucks
- corôkê = croquete (de carne, geralmente)
- corôku = calçados Crocs
- azuki = feijão japonês
- bãnira aissu curiiiim = vanilla ice cream
- combiini = loja de conveniência, que aqui não existe somente em posto de gasolina
- cárudo = [credit] card
- rédu tápu = red tape (onde eu tinha que esperar na fila do restaurante)
- rôtêru = hotel

Depois complemento este post com as futuras palavras que vierem!

O Japão por mim

Que o Japão é um país fantástico e sempre esteve na minha listinha sonhadora de viagens, nem precisava falar. Que eu sou a maníaca das recordações e estou preenchendo meu Moleskine com todos os lugares, cheiros, restaurantes e pontos turísticos, também duh, né? Ainda mais sabendo que já há pessoas que reservaram o Moleskine para um futuro próximo, meu espírito caça e guarda informações foi atiçado ainda mais.

Então resolvi dedicar esse post às coisas não tão óbvias, detalhando pontos que me marcaram depois de 1 semana:

- os japoneses podem ser muito educados, mas para aqueles que não entendem o que eles falam. Com a nossa cara de turistas (gaijins), algumas pessoas falam sem saber que eu posso entender que nosso óculos de sol é estranho, que meu quadril brasileiro é assutador e descaradamente se assustam com meus traços nipônicos. Isso sem contar as inúmeras ombradas que levei, predominantemente masculinas, confirmando ainda mais o traço machista desta cultura. Onde já se viu eu querer andar na frente dos homens engravatados, mesmo que eu estivesse ali esperando o trem há mais tempo?

- os japoneses também têm medo do sol. Hoje estávamos super felizes com um dia ensolarado, 25 graus, saimos sem blusas e guarda-chuvas. E eis que na rua vejo uma quantidade absurda de guarda-chuvinhas, a grande maioria pretos, perambulando por Kyoto. São guarda-chuvas, meias 7/8, luvas até os cotovelos e chapéus e mais chapéus gigantes! E somente turistas usam óculos de sol, regata e papetes.

- os japoneses têm um senso diferenciado sobre padrões de higiene. Não encontrei nenhum banheiro em pontos minimamente turísticos que tivesse sabonete. Sim, SABONETE. Papel para secar a mão então nem se fale. E o pior: há muitos banheiros com cabine "japanese style". O que é isso? Buraco no chão. E definitivamente a pontaria dessas japas estão longe de serem apuradas. Irgh, meu álcool virou o herói da viagem.

- os japoneses não tem senso de moda. Não sou cara de pau o suficiente para tirar fotos das pessoas, mas decorei a vestimenta de uma menina sentada no metrô. Começa com um tênis de estampas pink, roxo e creme, com uma meia rendada laranja curta. Vem uma fusô preta, até a altura da canela, estilo meia arrastão. Sobreposição com uma saia jeans furada, uma camisa até a metade da saia jeans cor verde, por baixo uma blusa com listras pretas e brancas, um colar dourado, uma pulseira de oncinhas, uma bolsa Louis Vutton com algo entre 5 e 8 Hello Kitty & Seus amigos, uma maquiagem pesadíssima, cílios postiços, sobrancelha pintada de marrom e cabelo desbotado. E isso não é alguém que se destacava, mas somente uma das tantas que vimos.

Se eu recomendaria a vinda pra cá? Com certeza, não existe nada igual no mundo! Esse país para mim tem gosto e cheiro de infância, contrastando com coisas que evoluiram muito desde a partida da minha avó ao Brasil. Me divirto em cada canto, em cada esquina, com os sorvetes de melão com gosto da bala verde, com os caldinhos de feijão japonês que eu comia quando era criança, com todas as casinhas de madeira no meio dos prédios e escritórios.

E venham logo, pois essas placas tectônicas não estão com jeito de querer que esse lugar tão único continue no globo por muito tempo.

May 7, 2008

Terremoto de boas vindas

Pois é. Agora são 2h15 da manhã e eu estou escrevendo este post pois acabamos de passar por um terremoto. "Pretty big one, 6.8", segundo o recepcionista do hotel, que só não riu de nós sermos os dois ÚNICOS de pijama no lobby pois ele é um japonês lord. E ele falou que é super normal. "Japan, you know?"

Enfim, achei melhor escrever que estamos bem, vai que alguém lê sobre isso em algum jornal.

Felipe escrevendo (deve ser por isso que teve terremoto, onde já se viu Felipe escrevendo): Para quem quiser ler mais sobre o terremoto o site do [USGS] (serviço geológico americano) tem bastante coisa, de qualquer forma estamos bem, a TV falou que está tudo tranquilo e agora vamos (tentar) dormir. Beijos

Ginza

Eu não resisto, e para não deixar meus órfãos, segue um post breve diretamente de Tokyo, com itens do nosso dia.

- os japoneses não são tão baixinhos quanto imaginávamos. O Felipe até que não está muito em destaque. Eu que me sinto uma coisa estranha, que as pessoas olham e não sabem de onde eu vim.
- sorvete de chá verde da Haagen Dazs. Que coisa doida! Amanhã experimentarei o de Azuki, o feijão doce japonês.
- Restaurantezinho de tempuras feitos na hora! Nham...
- Recepcionistas do hotel tão simpáticos, se desdobram para nos ajudar, tudo que você pode pensar que já passou por apuros em algum hotel, eles fazem o oposto e questão de agradar.
- vestimentas doidas. totalmente doidas. Pra mim o melhor são os japoneses de corte fashion, cabelo vermelho e terno e gravata.
- privada com aquecimento e cheirinho desodorizador!
- travesseiros com pedrinhas na base, tipo aquelas de segurador de porta.
- passeio de trem bala.
- eu entendo japonês!!!! e eles me entendem! só falta parar de "colar" na hora de ler.

May 4, 2008

Graduated student

Sim, hoje devidamente formado, com direito a capelo e beca. Tivemos uma agenda cheia de eventos de formatura nos últimos dias e ainda teremos amanhã! Teve passeio de barco pela baia de San Francisco (ai, que lindo ver a Golden Gate Bridge a noite!), coquetel com o diretor e todas as famílias dos formandos, colação de grau no super salão de Stanford (o mesmo da palestra do Bill Gates!), e ainda um jantar hoje a noite no nosso restaurante favorito com a turma 2008 de LLM's.





E agora? Bom, com tanta coisa a comemorar, vamos ao Japão. Eu sei, já escrevi isso aqui, mas agora estou deixando oficialmente "postado" o aviso prévio de férias de 2 semanas do blog. Passaremos por Tokyo, Kakunodate, Nagoya, Kyoto, Osaka, Nara e Hiroshima. Ufa!

Até a volta!

May 3, 2008

Cobranças indevidas

Tudo começou com o pedágio. Será que eu já escrevi aqui sobre ele? Bom, se vocês não sabem, um dia eu estava voltando de Berkeley sozinha e me dei conta que não tinha nem meio penny (penny = 1¢) na minha carteira. Descobri que o outro lugar fora a feira que não aceita cartão de crédito é o pedágio e perguntei o que eu poderia fazer.

"Não se preocupe, eu anoto sua placa e eles te mandam a conta do pedágio para a sua casa"

Umas semanas depois, chega uma conta de $4 dólares do pedágio e $25 de multa por violação da cancela do "sem parar" californiano. Ah, não, o que é isso?? Eu liguei para eles, com os devidos números de protocolo, placa de carro e etc, e me instruiram a mandar um formulário preenchido, uma carta explicando o meu lado e um cheque de $4 dólares, pois eu tinha que provar que eu queria pagar o pedágio, só não a multa. E me disseram que depois disso, se eu não recebesse mais nada deles, tudo estava certo. E tudo ficou mesmo certo. Ninguém mais deu sinal de vida.

Aí, um dia a italiana me contou que recebeu um comunicado de que ela não teria devolvido um DVD à biblioteca central de Stanford, que a carteirinha dela seria suspensa em 1 semana e que uma multa de sei lá quanto seria adicionada a conta dela (aqui, a gente tem uma conta onde são debitados os pagamentos como casa, luz, tv e mensalidade). Ela respondeu ao e-mail, informando que havia sim devolvido o filme no prazo, mas não recebeu nada de volta. Foi lá checar e disseram:

"Ah, achamos o filme, desconsidere o e-mail." Desculpas por partir do ponto que você é uma ladra, uma criminosa e pelas ameaças que fizemos? Nada.

A Paloma também contou a história dela: Um dia ela recebeu um email dizendo que ela não poderia ser formar, fazendo um mega drama, de que ela tinha uma dívida com a faculdade e blebleble. Ela foi lá nessa nossa bendita conta e achou uma pendência de ¢60. Sim, 60 c-e-n-t-a-v-o-s. Sabe no Brasil, que quando você preenche um cheque e vai escrever o valor por extenso, tem um lugar escrito "e os centavos acima"? Pois é, aqui isso não vale e você tem que sim escrever todos os mínimos centavos, ou então corre o risco de ter que fazer um depósito ridículo desses.

Ai, hoje eu chego em casa e tem uma cartinha para mim do hospital de Stanford. Quando eu fui lá para fazer o raio-X do meu pé, mandaram uma conta de $280 dólares, que pagamos devidamente com um cheque ao hospital. Eu achei que ia abrir um recibo da conta, né? Eis que acho uma cobrança de $1895 dólares. Não há explicação do valor, de serviço prestado, de absolutamente nada. E obviamente o Customer Service só funciona de segunda a sexta, então na véspera da nossa ida ao Japão eu terei que resolver esse pepino.

Grrrrrr...

*Atualização do assunto pendente*

Temos que pagar. Eles nos explicaram que $280 cobre somente as despesas das pessoas que nos antenderam. E que os tais $1895 são para os serviços prestados, uso da máquina de raio-X, da maca que eu fiquei no corredor (sim, me senti nas reportagens de Fantástico mostrando o SUS) e do band-aid que colaram em mim. Não, nosso seguro não cobre pois eu tinha que ter passado uma noite no hospital, sengundo o critério de emergência deles.

Mas ainda tem um detalhe: se conseguirmos provar que isso é um valor considerável na nossa ausente renda, entrando com um pedido de "me ajuda!", eles podem parcelar o valor ou até dar um descontinho. Quem sabe...

Apr 30, 2008

Welcome to Castro

Sim! Fomos ao Castro. Um dos bairros mais famosos de San Francisco. Segue a descrição do nosso guia de viagens:

"World famous as the gay Mecca, the Castro draws gays and lesbians from all over the world, as well as visitors who just plain want something to tell the folks back home. Even with its rainbow-flag-waving, in-your-face style, the Castro is a friendly neighborhood that welcomes visitors of all stripes. Straight locals hang out here, too, mostly to shop the trendy boutiques and catch films at the truly noteworthy Castro Theatre. Streets lined with brightly painted Victorians make the Castro a good place to view the architecture for which San Francisco is famous."




Mas o que nós (eu e a Dê) achamos? Castro é divertida, limpa, organizada, fashion, bonitinha, sem ser exagerada. Imaginávamos algo um pouco mais explícito, mas nada acontecia muito a luz do dia à 1:00 da tarde, como em qualquer outro lugar dos EUA. Sejam gays ou héteros, não se vê beijos ou abraços como no Brasil. As lojas são divertidíssimas, com calcinhas e cuecas penduradas numa loja de cookies e roupas e mais roupas que eu nunca tinha visto. E não só coisas tão extravagantes como vocês devem estar imaginando (tá, eu achei uma fantasia de cookie hilária!), mas há jaquetas e tênis, por exemplo, da Adidas, Puma e outras marcas muito legais que não são vendidos em outras lojas.


Claro que foi inevitável acharem que nós duas éramos um casal, indicaram uma "super creperia, gays homens são a maioria, mas vocês serão super bem vidas por lá" e também nos informaram sobre um May Carnival que acontece no bairro no último fim de semana de maio. E como eu fiquei sabendo disso foi o mais divertido: o vendedor de uma loja falou que tem muitos amigos brasileiros pois faz parte de um grupo de samba. E ele esta "really working out" pois vai desfilar no carnaval somente usando penas vermelhas e uma sunga da mesma cor, frase que ouvimos três vezes.

Mais por uma experiência cultural do que pelo amor ao Carnaval, eu estarei por lá com minha infalível máquina fotográfica. Se eu for, conto pra vocês depois!

Apr 28, 2008

Dark and funny San Francisco

Antes de deixar a California, eu precisava conhecer os cantos sombrios e esquisitinhos de San Francisco. Primeiro convidei uma amiga, não tinha como ir sozinha a esses lugares exóticos e começamos o dia em Mission District.

Jeez, nunca vi algo assim. Uma mistura de Harlem estereotipado com a Sé e a sua extravagante quantidade de mendigos que tem por lá. Ao mesmo tempo, estava num mundo a parte, pois eu (EEEU!) falei em espanhol para pedir o cardápio de um lugar que tinha mais moscas do que muffins e que nos fez achar o cookie do Mc Donalds o máximo.


Entramos em uma loja para perguntar por um Starbucks, e segundo minha amiga: "Ask for a Starbucks is the most un-ask-able question! What a stupid question, looking for a Starbucks in the US." - eu adoro esse humor italiano, essa frase fica ainda melhor com o sotaque spaghettini.

Depois enfrentamos os hills de San Francisco, aquelas subidas e subidas, "a única cidade que depois de uma subida você anda por outra subida". Mas valeu a pena, pois novamente com a minha amiga italiana, andamos por uma região residencial linda, passamos por um parque com cachorros buscadores de bolinhas de tênis e fomos a uma Missão, a famosa de San Francis (sem [co]), origem do nome da cidade. E com toda a cultura, ela me explicou as histórias das basílicas, das missões e etc.


Depois de um passeio de bondinho, o dia continou por Little Italy, que por algum motivo desconhecido é chamado também de North Beach, mas ninguém soube explicar o porquê desse segundo nome. Almoçamos ali, comemos Panna Cota e Canoli sentadinhas numa mesa na calçadinha...



E qual a próxima aventura? Castro District! Se alguém conhece a fama, pode parar de ler por aqui. Se não conhece, segue a primeira linha da descrição do Wikipedia: "San Francisco's gay village is most concentrated in the business district that is located on Castro Street from Market Street to 19th Street.". Conhecer San Francisco sem ir ao Castro não é definitivamente conhecer San Francisco!

Apr 26, 2008

Sábado de Feijuca

Sim, vocês leram certo. Fomos a uma feijuca brasileira.

Tudo começou com a aliança entre uma mineira do MBA e o americano da Law School apaixonado pelo Brasil e o seu idioma. No ano passado, fomos convidados por ele a participar de uma [Festa brasileira] e ele falou que neste ano haveria uma outra festa.

E a mineira organizou uma feijoada. Mas não foi qualquer feijãozinho ali não. Tudo começou com pães de queijo. Muitos, redondinhos, quentinhos, cheiro... ah, não, não fiquei tão abobada assim ainda, cheiro de pão de queijo é ruim, mas ele não deixa de ser gostoso.

Aí, bolinhos de bacalhau, pois uma das meninas é portuguesa. Bacalhau desfiadinho, misturado com batata e frito. Só. E nossa... Muito muito muito bom. E olha que não é só saudade não, pq a Dê tb achou bom!

E depois veio ela. A Feijoada. As carnes. A farofa (feita por mim!!). A couve (também feita por mim, mas essa é fácil, pq a Brenda picou tudinho).

E não só a feijoada foi a brasileira, mas todo o almoço. Chegamos às 13h, conversas com petiscos e caipirinhas, ajudas na cozinha, bolinho tirado do papel toalha, e a feijuca saiu mesmo depois das 16h.

E pra acabar: pudim de leite condensado! Hum...

Apr 24, 2008

Quase sofá

Com todas as vindas, idas e as noites de filme no sofá-futon, não poderia ser diferente: CREC! Sim, um dos pés dele - não que ele tenha pés de verdade, mas a parte sobre a qual se apoia a estrutura vertical - quebrou.

Com a maior cara de pau, fomos ao Ikea sem nota, sem prazo, sem garantia, somente com o sofá embaixo do braço. E a única coisa que eles poderiam fazer é repor a peça. De graça, mas num sofá em que o custo principal é a montagem caseira, desistimos.

Aí, em mais uma etapa do [Brasilian style] e suas gambiarras, entramos na [Home Depot]. Pra quem não conhece, é a mãe da Telha Norte, Casa & Construção e afins. E lá fomos nós procurar alguém que nos atendesse. Pois é, no país da mão de obra cara, foi uma tarefa árdua.

Eis que achamos alguém, bem no corredor das super colas. "[Gorilla Glue]. Colamos uma árvore de Natal no ano passado que só foi desmontada com uma serra. Mas cuidado com os dedos."

Depois de um teco do cabelo fora - pelo menos foi só cabelo! - o sofá passou a noite na sacada e hoje fui ver como ele estava. Irgh. A cola se expande, penetra nos mais profundos espaços da madeira, faz bolha e parece que um cachorro raivoso mordeu o pé do sofá. Só que a baba é indestrutível e permanente. E não bastasse isso, a fitinha que prendia o pé ficou ali também. Eles mandam prender com algo, pois a cola demora 1-2 horas para passar por todo o processo de embolhecimento. E ainda bem que a fitinha é bonita, pq ela ficará lá. Pelo menos o pé também.

Apr 22, 2008

Muitos assuntos

Eu pensei em escrever sobre todos os pepinos da tocha olímpica, e como os eventos foram acontecendo por aqui. Teve manifesto pró-Tibet no Union Square, mas também ouvimos o lado de um chinês que "eles só querem fazer uma festa bonita" e ganhamos um chaveirinho fofo de Beijin 2008. Minha opinião? Não sei, tem pessoas erradas dos dois lados e acho que nenhum soube se expressar muito bem. Mas infelizmente me considero bem ignorante para opinar um pouco mais sobre isso, pois não estou na pele nem na cultura de nenhum dos dois. E também agora o tópico por aqui passou um pouco.

Depois vieram todas as viagens pela California e meu Moleskine engordou ainda mais. Com minha mãe por aqui, fizemos desde programinhas como ir ao mercado japonês e comprar os sushis mais frescos da região e também comer num restaurante vendo o pôr-do-sol em Morro Bay. Andamos 1400km de carro em 5 dias de viagem, passando pela Disneyland! Foi o máximo, pena que acabou!

Para matar as saudades, devorei um ovo Lajotinha - meu favorito! Que Lindt nem Godiva que nada. Esse da Kopenhagen tem gostinho de infância, de boca lambuzada e de economia de mordida para o chocolate durar mais.

E agora? A Dê (amiga de... nossa, 15 anos! Tô velha) chega em alguns dias, e estamos entre faxina, aspirador, lavar roupas para que os lençóis e toalhas sequem para ela!

E alguns updates, já que esse post virou uma mistura de assuntos mesmo:
* Era do Gelo 3 será lançado em junho de 2009
* o pé do nosso sofá-futon-cama quebrou e estamos tentando descobrir se o Ikea troca
* engordamos 2kg cada um com todas as comilanças das visitas
* tô me divertindo na organização da festinha de 1 ano do Harald (o norueguês)
* compramos uma máquina fotográfica nova e melhor, então Japão e NY ficarão ainda melhor registrados!
* Japoneses não gostam de Crocs! hunf!
* Papel Higiênico literário é lançado na Espanha

Apr 14, 2008

Família aumentando

Não, não são nem filhos, nem primos, nem sobrinhos (opa, aí até pode ser!), nem nenhum outro ser humano, mas tem nome de gente. É a Francisca, não é uma coisa fofa?? Pena que não é minha! Reparem no tamanho do azulejo...

Apr 10, 2008

Informação Oficial

California Dreaming está com os dias contados.

Ele mudará de lay-out, provavelmente com um ar mais urbano, estressante, night-life, vida a mil, luzes, sem dormir. Sim, vamos para NY.

Quem quiser ainda conhecer a Califórnia e de quebra nos fazer uma visitinha - tanto faz a ordem dos fatores - tem até agosto para isso. A partir de setembro, abriremos as inscrições para o nosso Bed&Breakfast em Manhattan. Há rumores de que a lista de espera será longa, então garantam seus lugares!

Apr 7, 2008

Dia-zica

Tem dia que é muito divertido, ainda mais com companhia boa, mas que dá um monte de mini-zicas. Hoje foi um deles. Eu e minha mãe saimos cedo para trocar um par de pneus do nosso carro. Chegando lá, o cara me falou:
- Em 2 horas teremos seu carro, mas eu te ligo.
- Ok, por favor, me ligue uns 15min antes que eu vou andar até o shopping.
E fomos.

Fora a caminhada de 1.3km, andamos pela loja de bebidas em busca de um dosador de azeite - misturas compatíveis somente na América - compramos umas balinhas na lojinha japonesa, três pacotes de [Milano], um pacote de Dvd-R no Wal Mart, enfim, como dá para perceber, bastante coisa.

Aí, no meio da sessão de brinquedos do Wal-Mart, trimtrim:
- Oi, então, o carro só vai ficar pronto mais tarde. Houve um problema com o pneu e não temos o modelo do seu carro.
- Como assim? Eu pedi ontem, o cara falou que teria hoje!
- Somente às 4pm.
- Mas são 11 da manhã! Que eu faço até lá?
- E se você tirar o carro da oficina, paga $70.

Ok, quando envolve dinheiro, eu desisto e pela primeira vez eu andei de ônibus em Palo Alto. Pegamos a linha expressa e voltamos para casa, deixamos as sacolas e saímos para passear por downtown, andar pelas ruazinhas, tomar sorvete, andar mais e mais e mais.

Eis que o telefone toca de novo:
- Sra. Paula?
- (suspiro - Isso não pode ser coisa boa) Sim?
- O armazém nos entregou os pneus, mas eles trouxeram errados. A senhora pode vir buscar depois das 5pm?
- Não. Mas meu marido pode (já tinha falado com ele e eu sabia que o Fê ia dar um puxão de orelha neles).

Chegando em casa, morrendo de fome:
- Putz! A chave de casa estava pendurada no chaveiro do carro! (...) Oi, Fê, você tá em casa? Não? Como assim? Palestra? Ai, ai, ai... Quêêê? E se alguém me pegar? Tá bom, vou tentar.

E lá fui eu escalar a sacada do nosso apartamento, como recomendado pelo maridão. Ainda bem que nenhum policial apareceu - ai seria MEGA zica - mas o fosso entre a sacada e nosso apartamento me fez usar todas as técnicas de escalada de parede que eu aprendi no trimestre passado.

Chega, não saio mais daqui de casa até amanhã.

Atualização do post: estava fazendo uma torta de carne moída de peito de peru com batata. Linda, deliciosa. Cortei uns pedacinhos e pus nos pratos. Fui pegar o pirex para recolocá-lo no forno e mantê-lo quentinho caso alguém quisesse repetir. Ninguém PODE repetir, pois a torta se espatifou no chão, amorteceu a queda do pirex (ufa, não quebrou) e ficou esmagadinha no chão da cozinha. Chega, vou dormir que hoje definitivamente o dia foi zicado!

Apr 4, 2008

Olha ela aqui!

Chegou, chegou, chegou!

Apr 2, 2008

Pérolas da Camaravana

A Camaravana se foi, e atentendo ao pedido da Lu ficam aqui as pérolas:

- eu preciso de uma caixa dobra... dobra... dobradível!

- pois é, antes de enviar pessoas para o espaço, eles mandam animais, como a Lessie.

- e os três reis magros foram encontrar Jesus.

-1: nossa, ela é tão chique que a assessorista ligou para o...
-2: pera, tem algo errado no que você falou.
-3: gente, assessor, não assessorista! Esse é do elevador!
-1: Não! Ascensorista! Afe...

- Carmel, na rua:
-1: Nossa a moça do outro grupo caiu;
-2: Nossa a Lu jogou a bolsa dela no chão para ajudar a moça, como ela é boazinha.
-3: NOSSA a LU É A MOÇA!
-2: pega o pedacinho da máquina fotográfica! Caiu algo no bueiro?

Apr 1, 2008

A Camaravana

A Camaravana veio. Um pedaço se foi e outro se vai em breve. Ficamos todos com a impressão de que foram várias viagens em uma viagem. Onde aquele restaurante do primeiro dia, do prosciutto divino, da carne, do gnochi, foi algo há muito, muito tempo.

Tudo começou com alguns dias em Palo Alto, aproveitando cada coisinha da nossa vida americana. Fossem os dias de laundry, de jantar de queijos com frios e vinho, do macarrão com camarão às 3 da manhã, das idas aos supermercados e dos dias de aspirador de pó. Passeamos pelo shopping sem teto, onde a cada esquina se encontra uma marca mais chiquetosa que a outra contrastando com pessoas de chinelo, camiseta, sacolas e bolsas das marcas mais variadas. Teve almoço em Sausalito, dia ensolarado com passeios pela Golden Gate, sorvete de casquinha, casamento no hotel Ritz de Half Moon Bay e passeios de bikes.

E aí a Camaravana entrou em ação, no super [Chevrolet uplander]. Foi A experiência americana, andamos 1000km pela costa oeste, com vistas lindas do mar, das montanhas verdes, de vulcões, dunas, cidades exóticas e simpáticas. Se alguém algum dia quiser dicas, tudo está devidamente registrado no meu Moleskine, que depois dessa semana engordou bastante! Fomos daqui rumo a San Diego, um lugar que nenhum de nós havia antes conhecido.

Camaravana em Carmel

Kite-surfing em algum lugar da costa

San Diego é louca, noturna, hippie, gótica, estranha, fedida, iluminada, graciosa, tudo em um lugar só. Começou pelo nosso hotel, o [Ivy Hotel], um misto de night club com hotel fashion, que ficou entre um e outro e não escolheu nenhum. Os quartos não tinham gavetas, mas cabiam 23 pessoas no banheiro. Vai entender! Mas tinha uma localização fenomenal, a walking distance de qualquer um dos melhores restaurantes da cidade. E do estádio de baseball, do cinema e da loja da Ghirardelli também. Fomos ao Zoo dos pandas, ao porta-aviões Midway que virou museu, ao shopping com cara de casa de Lego, ao [Hotel Coronado] que há 56 anos tinha diárias de $26, a cidadezinha de La Jolla, que foi carinhosamente apelidada de "La rolha" por nós.

Zoo

Midway - o porta aviões

Downtown San Diego

Limo-Hummer

E cá estamos de volta, já com saudade dos que foram e dos que vão amanhã. Fotos são muitas, algumas aqui e outras vou adicionar ao slideshow aqui ao lado (preciso juntar todas, foram 3 máquinas ao mesmo tempo!).

E agora? Minha mãe chega amanhã, então esse blog sairá de férias novamente. Mas pode deixar que de vez em quando eu passo por aqui para atualizá-los.